Segredos da chegada

marta-e-mariaHospitalidade é uma palavra bonita! Num primeiro instante ela ressoa doce e agradável, e também repleta de imagens. Quando penso em hospitalidade já me vem à imaginação uma porta. Isso mesmo, uma porta que se abre e pela qual entram pessoas, coisas e histórias.

Falar sobre a hospitalidade é um desafio, por um lado. Exige experiência, gesto concreto… Saborear os segredos confessos da chegada, do momento forte que fica a primeira impressão, o desajeito, o desconcerto, o prazer, a alegria…  Sentimento bom. É assim que descrevo o que entendo por hospitalidade, uma abertura natural para aquele que chega e pede entrada. Não é algo forçoso, e nem pode ser.

Pra ser hospitalidade precisa ter, no mínimo, o amor no olhar. Aliás, antes de acolher à porta, o outro precisa ser acolhido no olhar. Os olhos revelam nosso interior, se está aberto ou fechado para recepcionar algo ou alguém. Se os olhos se fecham significam que o coração não está pronto para degustar o sabor da hospitalidade, o sabor da presença.

O hóspede e o anfitrião estarão dispostos um para o outro a se encontrar quando os olhos revelarem empatia e brilho, sinalizando a alegria e o prazer da presença. Assim penso que na escola da hospitalidade o ser humano jamais poderá deixar de entrar… E passar bons anos.

Afinal, não há sentimento melhor que o de ser acolhido quando se bate a porta, não há outro sentimento melhor que este, pois o abrir-se demonstra o quanto há amor no coração daquele oferece o interior para que o outro entre e descanse. Amor: Condição sem a qual não existe hospitalidade.

Ser hospitaleiro exige amor nos olhos, amor que forra o coração para que o outro se acomode… Sem este amor, tudo fica sem graça… Se o coração não estiver bem, qualquer atitude externa não passará de uma mera aparência. É como um abraçar-se sem calor, sem encanto, sem vida, frio…

Por isso, rezo ao Senhor, sob a intercessão de Nossa Senhora modelo da hospitalidade, que me ensine esta arte tão bela e indispensável para o nosso bem viver! Que ela nos ajude em nosso viver e conviver cotidiano!

Sobre Pe. Ivanilton,msj

Sou mineiro, natural de Águas Formosas, pequena cidade situada na região nordeste do estado. Desde muito cedo, gosto de trabalhar com minhas próprias mãos. Amo a cultura mineira, gosto do meu povo, das cantigas de roda e das famosas comidas típicas que só se encontram em Minas. Somente aos 18 anos de idade é que saí de casa, entrei para o Seminário do Instituto Missionário São José. Em Aparecida do Taboado, MS, recebi a formação propedêutica. Terminado este período, mudei-me para Taubaté, SP, onde cursei três anos de Filosofia, na UNITAU (Universidade de Taubaté) e, logo após, iniciei o curso de Teologia, pela faculdade Dehoniana. Passados quatro anos de estudos teológicos, fui ordenado Diácono, pelo Instituto Missionário São José, do qual sou membro. Em julho de 2009 fui ordenado Padre e, hoje, exerço o meu ministério na Paróquia Santa Rita de Cássia em Pontalina/GO. Creio que a vida é o dom mais precioso que Deus, gratuitamente nos presenteou. Por isso, carrego em meu coração, o desejo de viver seguindo os pés do Mestre dos mestres, Jesus de Nazaré. O lema que me inspira e ilumina a minha missão é: "Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham plenamente" (cf.: Jo 10,10b).

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