Relações

TecladoO ser humano tem uma característica muito bonita que é a capacidade de criar e desenvolver relações. Relações com o outro, com as coisas e com Deus. Claro que também se relaciona consigo mesmo, Santo Agostinho, por sinal, fala do “Solilóquio”. É interessante a gente perceber como estamos inseridos num mundo que dinamiza constantemente em todos os aspectos: do natural ao científico. Tudo muda, diz o famoso filósofo Heráclito.

Podemos sentir a realidade no anglo das relações porque correlacionamos o tempo inteiro. Temos necessidade de escutar, falar, sorrir, aprender e ensinar, dar as mãos… ser olhado, considerado, enfim ser notado. O ser humano precisa passar pelo processo de convivência para aprender sobre o outro e suas diferenças próprias.

No mundo em que vivemos tudo concorre para tornar as relações bem mais fáceis quando possibilita a comunicação entre pessoas distantes através de diversos meios. Antigamente era difícil encontrar alguém em meio a uma multidão, tudo parecia obscuro. No entanto hoje, com as facilidades digitais tudo se torna mais próximo e acessível do ponto de vista tecnológico e digital. Então, os meios estão ai. Aliás, aqui. E o mundo está ficando cada vez mais globalizado, as pessoas de modo especial tem conseguido criar relações de proximidade mesmo estando distantes entre si.

Como afirmara o Pe. Antônio Spadaro, durante a sua palestra no 4° Encontro Nacional para comunicadores em Aparecida/SP neste último final de semana: Não temos simplesmente uma rede de fios a nossa frente, mas sim um mundo de relações, no qual pessoas partilham vida, sentimentos e sonhos, compartilham projetos, alegrias e tristezas, falam e são escutadas…

Assim, fica a seguinte questão para pensarmos: O que podemos aprender com tudo isso? Confesso que temos que saber lidar com toda essa realidade digital com sabedoria e discernimento, assim como nos é exigido em outros meios, principalmente no físico. A realidade presencial é marcada por afetos, palavras e sonhos… se a gente souber fazer uso destes meios virtuais, teremos uma enorme capacidade de tornar o nosso mundo melhor e mais solidário, mais humano e fraterno. Mas é preciso um esforço contínuo de não deixar morrer em nós o dom mais precioso de saber Conviver. Sair ao encontro e dar as mãos, unidade solidário-digital testemunhada no concreto da vida, na realidade física de cada um de nós, no dia a dia, no trabalho e na família.

Portanto, que fique de nós uma grande verdade: Nascemos para viver e conviver. E a nossa realização parte das nossas relações: Com Deus, comigo, com o próximo e com os bens da criação. Usemos os meios digitais desenvolvidos que facilitam este processo, porém não esqueçamos jamais de ser presença humanizadora em todos os sentidos de nossas relações cotidianas.

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