16
março

Resenhas

RESENHA

Sobre a obra:

“Reconstruindo a esperança – como planejar a ação da Igreja em tempos de mudança”

de Agenor Brighenti

“Um processo de planejamento participativo não começa com a aplicação do primeiro passo da metodologia. Para ser participativo, não só deve haver participação no desenho do primeiro e dos demais passos, mas, também, fazem-se necessárias algumas condições prévias da parte de todos. O processo precisa ser preparado por todos os seus participantes” (Página 77).

Assim começa o primeiro parágrafo do capítulo que resenharemos. Não há possibilidade alguma de fazermos um trabalho de planejamento participativo se não houver pessoas responsáveis inseridas nos seus passos. É preciso que todos os membros do grupo estejam envolvidos desde a preparação até a realização última do mesmo. Só desse modo poderemos desenvolver bem cada parte de um projeto sem queimar etapas e com maturidade. A ação de participar é indispensável se queremos um projeto eficaz.

Mas não é especificamente sobre esse tema que abordaremos no decorrer dessa reflexão. Veremos as etapas preparatórias de um processo participativo apresentados pelo autor Agenor Brigenti. São dez passos para se ter uma realização completa do processo. Vejamos cada uma. 1º: Elaboração de uma proposta de planejamento participativo (essa elaboração é feita a partir de conversações, inquietações pessoais e pastorais – esse primeiro passo é indispensável, aliás, é ele que vai motivar os futuros passos – portanto, precisam ser consultados todos os membros da equipe de realização principalmente os primeiros responsáveis, pois, sem uma livre aceitação dos mesmos o trabalho não irá muito longe e seria melhor nem começá-lo).

Nesse 2º passo, “Estudo, discussão e votação da proposta” – o que importa é que haja reuniões, encontrões ou jornadas de estudos cujos momentos sejam organizados, com antecedência, e propagado a todos os interessados, principalmente os conselhos, os líderes de pastoral e agentes em geral da comunidade, para que tenha uma rica reflexão sobre a proposta do projeto a ser executado.

O terceiro passo, “Elaboração de uma proposta das linhas gerais de operacionalização”, “basicamente trata-se agora de definir o método a ser percorrido e o seu calendário” (pág. 94).

Neste 4º momento sobre “o estudo, discussão, correção e aprovação das linhas gerais de operacionalização”, todos os envolvidos são convidados a imprimir um ritmo a ser seguido no decorrer dos trabalhos processuais. Daí a necessidade de todos estarem sabendo sobre tudo o que se passa na organização e desenvolvimento do projeto para que não haja segredinhos e mistérios de uns e de outros assessores ou coordenadores.

A quinta etapa trata da “constituição dos grupos de coordenação do processo”, na qual se criam as coordenações a partir de cada setor pastoral para que se tenha organização e um andamento eficaz; ou seja, o processo participativo não é espontâneo, mas administrado por pessoas que possuem a função não de mandar ou somente fazer, mas a de “fazer fazer”.

Sobre a “Constituição dos organismos de tomada de decisão” (6º passo) o autor nos mostra que é preciso constituir um organismo, ou assembléia que seja o espaço responsável para as tomadas de decisões no desenrolar das ações do projeto; O 7º momento, que fala sobre o desenho e preparação da primeira etapa do processo, temos que preparar com responsabilidade a primeira etapa do mesmo; O 8º é a ‘Capacitação na metodologia a ser utilizada”– todos os membros precisam conhecer o método do projeto, daí a capacitação dos mesmo para que se tenha um bom rendimento final; Neste 9º passo “Divulgação e convocatória para a participação” vemos que, ainda que já hajam muitos participantes, é bom que convide mais gente para ajudar; por isso, que se propague convidando com panfletos e anúncios e outros meios para que todos da comunidade possam se envolver direta ou indiretamente no mesmo. No 10º passo começa com a Abertura oficial, a execução da primeira etapa do processo, assim sendo, que ela seja bem preparada e convocada para que ninguém fique de fora.

De nada adianta trabalharmos em cima de um projeto, seja ele qual for, se não construirmos cada fase com o seu elemento próprio. Isto é, são muitos os grupos que desanimam logo no começo de um processo de planejamento. Simplesmente não chegam ao fim porque não possuem os meios técnicos assim como estratégias adequadas para tal. Desse modo, foi pensando nessas questões que o autor não só elaborou um processo, como também, organizou, a partir de experiências pastorais, os elementos indispensáveis para esse importantíssimo trabalho. Agora veremos quais os requisitos básicos que Brigenti apresenta para um planejamento eficaz. O autor fala de dois tipos de requisitos: a) do ponto de vista pedagógico e; b) do ponto de vista metodológico.

De nível pedagógico são: Recriar a metodologia, fazendo uma própria, pois isso é importante para que o processo de planejamento não seja uma simples técnica – esta metodologia deve ser recriada por pastoralistas, imbuídos da experiência, da reflexão e da mística adequada – portanto, todos os membros que já possuem uma certa maturidade na fé. Superar o amadorismo é preciso para que não haja ingenuidade e puro subjetivismo por parte de alguns. “Não queimar etapas” – não se pode desobedecer a seqüência de passos e etapas pois estão intercaladas numa ordem conseqüentemente pensada. Privilegiar o processo, e não os resultados – como o autor afirma: o que importa não é simplesmente o resultado, mas, sim o processo. Inculturar é diferente de copiar o já pronto tal qual se apresenta – por isso, “não copiar, antes ser original, inculturar”.

Do ponto de vista metodológico temos os seguintes: Para que não precise fazer decolagens forçadas é importante que se conheça o estatuto de ação do processo – ignorá-lo seria andar na insegurança – por isso: “Levar em conta o estatuto da ação”. Não ignorar o marco referencial, pois, sem considerar a realidade contextual e o ideal para onde se quer chegar, é o mesmo que caminhar na superficialidade; É importante “elaborar um prognóstico completo” se se quer alcançar êxito no processo. Daí a necessidade de respeitar a meta principal: O que se quer alcançar, com quais os participantes e responsáveis (por quem e para quem), quais os passos (como), quais os recursos (com que), a data (quando), e o lugar (onde). Sem este caminho é impossível fazer um bom projeto. Por fim, nesta fase “responsabilizam-se pessoas e põem-se em movimento esforços, recursos e estruturas em vista da aplicação do plano” (pág. 115). Por isso, não esquecer o marco organizacional.

Portanto, são esses os passos preparatórios de um processo participativo e sem os quais não se pode fazer um projeto de evangelização que tenha eficiência e acima de tudo que alcance, com maturidade e bom êxito a realização do mesmo. Assim pensa o autor Agenor Brighenti no seu livro “Reconstruindo a esperança – como planejar a ação da Igreja em tempos de mudança”.

Resenha apresentada à Faculdade Dehoniana

no primeiro semestre de 2007,

para a obtenção de nota na disciplina Pastoral

Pe. Ivanilton Ferreira da Silva, msj

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16
março

Celmu – 2010

Olá amigo (a)…

Durante o Celmu 2010, além de dedicar o máximo possível do meu tempo aos estudos musicais, tive o prazer de registrar momentos marcantes do curso. Certamente são imagens que ficarão marcadas em nossa mente e em nosso coração. A seguir apresentarei 04 vídeos com imagens gerais do Celmu. Espero que você goste!!!

Confira!!!

Aquecimento Vocal com a professora Paula Molinari

Coral Celmu, a quatro vozes, canta: \\”O Senhor é a minha força\\”

Roberto rege Professora Sônia e homens de preto

Despedida da turma III Etapa – Celmu 2010

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16
março

Ano Litúrgico/Tempo Litúrgico

Neste espaço buscaremos refletir sobre o Tempo Litúrgico, sua definição e particularidade. Não tentaremos expor tudo sobre o tema, porém, de forma breve e sintética apresentaremos o básico a respeito da Liturgia em seus mais diversos tempos.

Existem uma variedade de facetas e um dinamismo ritual-celebrativo muito abrangente, no decorrer do Ano Litúrgico. Ao longo do Ano a Igreja celebra o mistério da Encarnação do Verbo, sua história no meio da humanidade; celebra além da Encarnação do Verbo, sua Paixão, Morte e Ressurreição.

“O Ano Litúrgico compreende dois tempos fortes: o Ciclo Pascal, tendo como centro o Tríduo Pascal, a Quaresma como preparação e o Tempo Pascal como prolongamento até a festa do Batismo do Senhor. Além destes dois, temos o Tempo Comum” (Diretório da Liturgia e organização da Igreja no Brasil). Vale conferir cada Tempo!!!

Tempo Comum: Diferentemente do calendário civil, que possui como centro o tempo, no qual tudo acontece sob a ação do homem –  o litúrgico nos mostra uma relação muito forte entre Deus e a nossa história. Isto é, neste o homem não caminha sozinho, mas sob o prisma da espiritualidade redentora de Cristo. Deus se encarna em nossa história, entra em nosso cotidiano e se reveste de humanidade, faz história conosco. Destarte, Deus e o homem caminham pari-passus, o tempo e o eterno se encontram e a vida humana se diviniza e a salvação acontece de modo belo e litúrgico através dos sacramentos e símbolos que a liturgia predispõe.


Pe. Ivanilton, msj

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