I Mucuriarte

I MucuriarteInstituto Válido Mucuri – Parabéns pelo gesto maravilhoso de dedicar tempo e espaço, investimento e trabalho ao realizar o I Mucuriarte. O nosso vale, com toda a sua riqueza cultural não pode ficar escondido, ele precisa se tornar mais celebrado e apresentado em nível macro, regional, e inter-regional, entrar com prioridade em todos os âmbitos de nosso cotidiano.
Os nossos sonhos são recordados nas caricaturas e nos papeis, nos penachos dos nosso irmãos… nas cores que colorem a nossa terra, nosso tapete de retalhos musicais e nas pinturas que aqui se faz. Amo a música regional, da nossa gente, da roça, da rua, dos vales e fazendas, no nosso querido Vale do Mucuri.
Uma iniciativa que não pode terminar na última noite deste evento, mas continuar no cotidiano de cada um daqueles que hoje participam de modo direto ou indireto desde os preparativos até os finalmentes desta grande apresentação artístico-cultural.
A poesia declamada, o batuque, a sanfona, a voz que apresenta em versos a realidade de Minas, do povo, do novo e do velho, não podem se calar!
É vida, é luz! Um raio de luz que agora se torna expressão de libertação da consciência de um povo, da tribo, da comunidade rural a urbana. Como é bom o sentimento de pertença que agora se renova ao celebrar o encontro tão religioso, tão cultural e tão belo de nossa gente!
Ser mineiro é bom demais, bem melhor ser deste Vale tão querido! Parabéns Instituto Válido Mucuri, continue semeando e cultivando sementes de cultura, arte e vida! Que venha o II Mucuriarte!

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Ruas vazias

Rua VaziaNem sempre é fácil compreender certas coisas do cotidiano, situações aparentemente simples, mas simultaneamente muito complexas. O Silêncio tomou o meu coração quando vi as ruas vazias…

As facilidades da modernidade têm distanciado as pessoas da convivência fora de casa, nas ruas da cidade. Nos mais diversos espaços que antes encontrava-se tantos e tantas para o bate papo, a dança de rua, as brincadeiras de roda, agora estão vazios de presenças…

No bairro onde nasci, aprendi muito sobre o valor dos amigos, da socialização, assim como o gosto pelas coisas que marcaram a minha adolescência – neste mesmo bairro atualmente não se escutam mais altos risos e nem as vozes de crianças brincando de esconde-esconde, pique-bandeira, pé-na-lata, etc… tudo mudou! Em alguns momentos, como hoje, posso dizer com toda certeza, que triste mudança!

Claro que outrora a vida era vivida de modo muito diferente: Davam-se valor a detalhes que hoje se parecem ultrapassados, sem importância. Tudo está se transformando com rapidez, desde o mundo das relações humanas aos setores da tecnologia e da informática…

A categoria tempo recebeu uma tonalidade mais preocupante, aliás, para bilhões de pessoas se tornou um problema: Falta tempo. A escassez de tempo atualmente é a resposta que se usa como justificativa para todos ou quase todos os problemas humanos.

Triste cenário este que vivemos se pensarmos na perspectiva do humano. É difícil pensar um mundo sem informática, sem internet, sem celular, sem o virtual. Parece que tudo devera girar em torno disso, destas sofisticadas ferramentas de interação e relação pessoal e interpessoal.

Mas, será mesmo que estamos no limite? Não há mais volta? Será que ainda podemos trazer as nossas crianças para as ruas da cidade e expulsar as trevas da solidão, o silencio das vozes humanas? Será que hoje não é dia de repensarmos o futuro de nossas cantigas de roda e as brincadeiras alegres e dinâmicas que na ruazinha da cidade do interior sempre foi o cartão postal? É tempo de recordar os bons momentos que marcaram nossas raízes, nossa infância. Ainda há tempo de recuperar o tempo!

Banhar no rio…

Ilustrativo

Ilustrativo

Domingo, dia em deixei para mim, fazer algo que sempre gostei mas que com o tempo fui perdendo o hábito. Aliás, tem coisas que com o tempo vão sendo esquecidos pela nossa memória, devido à agenda cheia ou coisa parecida… Mas, só não morre aquilo que registramos no coração…

Foi na tarde do penúltimo domingo que fui ao riozinho perto de casa. Que coisa boa, hein! Fazia tempo que eu queria tomar banho ali… Meu sonho foi realizado! Ufa, que maravilha! Pertinho, a mais ou menos 05 km de casa, um estreito riacho, com pouca água, ambiente agradável, reunimos ali para reviver a aventura de gritar, pular e sorrir no gingado das minúsculas ondulações daquele riozinho…

Éramos um grupo de 13 pessoas, tias, primos, sobrinha, e 03 irmãos e eu. Tarde de domingo, quanta alegria, isso mesmo, muito bom! Uns nadando, outros fazendo de conta e assim entre risos e descontraídas conversas o tempo passou e voltamos pra casa com o corpo feliz e cansado, só com a vontade de comer e dormir.

Água cansa, mas suaviza, renova as forças, lava os pensamentos e nos faz esquecer as coisas da terra. Quebra o quotidiano, alivia a dor causado pela rotina, ótima terapia! Qualquer dia desses ainda voltaremos, Riozinho, nos espere!!!