Semana de Formação do Clero – Diocese de Ipameri

A nossa época precisa de uma evangelização Kerigmática

Começou hoje a Semana de Formação para o Clero da Diocese de Ipameri, período de intensas reflexões acerca de temas muito pertinentes na vida da Igreja: RICA e as Diretrizes da Formação Permanente do Presbítero.

Pe. Luiz Lima, sdbPara acessorar a temática sobre o RICA, foi convidado o Padre Luiz Lima, sdb. O Pe. Luiz, especialista em Catequese, apresentou-nos uma belíssima reflexão sobre o RICA, “Rito de Iniciação de Adultos” – Segundo ele, a estrutura catequética que ainda reflete em nosso contexto evangelizador moderno está caracterizado pela forte influência do paradigma religioso do período da Cristandade.

O Estudo da CNBB, 97, analizado e aprofundado na 47ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil – confirma a posicionamento reflexivo do Pe. Lima: “A fé se espalhou, gerou grandes realizações, produziu heróicos exemplos de santidade. Durante muito tempo, em paízes de cultura cristã, o processo de iniciação explícita foi ficando menos ativo. Afinal, todo mundo era batizado e religião era atitude que se aprendia vivendo em família e na própria sociedade”.

Assim sendo, é notório como a catequese que oferecemos é uma “catequese estabelecida” e não dinâmica (missionária). A nossa época precisa de uma evangelização Kerigmática, assim como fizeram as primeiras comunidades cristãs.

Durante toda a formação, o Pe. Luiz Lima buscou frizar a importância da Iniciação Cristã para a sequela Christi (seguir Jesus Cristo). Como afirma o Estudo 97: “A iniciação Cristã é graça benevolente e tranformadora, que nos precede e nos cumula com os dons divinos em Cristo. Ela se debuscou frizarsenvolve dentro do dinamismo trinitário: os três sacramentos, numa unidade indissolúvel, expressam a unidade da obra trinitária na iniciação cristã: o Batismo nos torna filhos do Pai, a Eucaristia nos alimenta com o Corpo de Cristo e a Confirmação nos unge com unção do Espírito” (Estudo 97, nº 63 – CNBB). Continue lendo

Caminhar é preciso!!!

O importante mesmo é tocar em frente

 

Num certo dia, sob o impulso de mãos maternas começamos a caminhar. Na verdade, primeiramente rastejamos para lá e para cá… de um lado para o outro, num esforço corporal desejoso de mudança de lugar…Sair. Simplesmente este verbo é suficiente para dizer o que no mais profundo de nós mesmos queríamos fazer… Não sei bem ao certo se o que senti muitos sentiram – mas posso dizer que em cada um de nós havia (e há) uma força que movia (e continua nos movendo) para frente em busca do novo, do desconhecido…

Assim nós começamos dando os primeiros passos, equilibrando-nos em nossas próprias pernas sob o poder da mente… Com o tempo, fomos perdendo o medo e assumindo com liberdade o caminho ou os caminhos que escolhemos trilhar e, simplesmente, nos pomos a caminhar.

A vida é assim… estagnar-se não é próprio do homem que nasceu para a vida. E a vida se vive em função de um dinamismo que nos leva para frente. Retroceder não é característico do ser humano, isso é notório em todas as culturas. É preciso caminhar!

Às vezes, em meio aos desencontros que a vida nos propõe experimentamos muitos sentimentos. Pensamos em retornos e retrocessos… Desejamos voltar ao porto seguro e viver daquilo que no passado tínhamos em mãos… Como o povo no deserto, sentimos uma vontade imensa de voltar e comer as cebolas do Egito…

Sempre que a vida nos propõe surpresas que nos assustam deparamos com vontades pautadas na lei do retrocesso. Encarar a vida com os seus mistérios e assumi-la com dinamismo e esperança é próprio daqueles que desejam contemplar a luz. Encontrar o segredo que os fará felizes sem se entregarem à tentação da desistência… Ah! São muitos os Homens que viveram assim!

Começar é isso: se colocar a caminho, arriscar! Por falar em arriscar, em meados do ano 2003 escrevi uma canção, cujo refrão traz o seguinte verso: A vida prá ser vivida precisa de arriscação/ não há outra saída se não queres viver na imaginação…/ – Escrevi este verso para falar sobre a capacidade que existe dentro de cada um de nós de viver sob o impulso da imaginação quando temos medo de arriscar.

Arriscar é pôr o pé na estrada… é dar um passo rumo ao desconhecido, ao novo. Por isso, acredito que o verbo caminhar está intimamente ligado ao verbo arriscar. Não podemos viver somente de imaginação. É preciso mais. Tornar real o que existe em nós, em nosso imaginário.

Não devemos ficar aprisionados aos nossos medos interiores, pois eles nos impedem de dar passos. É necessário lançar para fora e partilhar o que queremos sem medo e sem vergonha. Caminhar, portanto é um desafio: vencer os fantasmas que rondam o nosso imaginário e dar asas aos nossos sonhos para que eles possam voar na direção da liberdade!

Assim, gostaria de dizer-lhe caro leitor que você pode fazer um caminho seguro na medida que os seus sonhos forem maiores que os seus fantasmas. Por tanto, acredite no potencial que Deus lhes deu e assuma em teu peito a certeza de que não estás caminhando sozinho, pois Aquele que te criou está contigo abrindo estradas para que possas caminhar com segurança e firmeza! Creia mais em Deus e em ti e faça o seu caminho segundo a luz que reside em teu coração! Boa caminhada! Que Deus lhe abençoe!

Eleito presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para o Serviço da Justiça, da Caridade e da Paz

Nesta última Assembléia dos Bispos do Brasil (CNBB – 2011), além de ser eleita a nova presidência, foi também eleito o presidente da Comissão Episcopal para o Serviço da Justiça, da Caridade e da Paz. Dentre todos os bispos, foi eleito Dom Guilherme Antônio Werlang, MSF…

Diocese de Ipameri

Dom Guilherme Werlan

Para nos mostrar o que esta eleição significa para Dom Guilherme, acompanhe a carta que ele mesmo escreveu por ocasião de sua eleição:

“…fui eleito como presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para o Serviço da Justiça, da Caridade e da Paz. É a maior das 12 Comissões Episcopais de Pastoral. Temos, ao todo, 06 bispos na Comissão. Os 05 que comigo compõem a Comissão deverão ser indicados por mim e aprovados pelo Conselho Permanente.

São ao todo 22 pastorais sociais e seus desdobramentos que fazem parte de nosso trabalho. Pretendo fazer uma gestão e trabalho com o método participativo.

Temos que dar uma atenção especial às questões indígenas, afro, meio ambiente, solo urbano e suas graves conseqüências, escravidões tanto as tradicionais da terra quanto das drogas, além de tudo que já está sendo feito há tanto tempo por todas as pastorais sociais.

Também foi aprovada, em Assembléia e por unanimidade a necessidade de uma 5ª Semana Social Brasileira.

Na última reunião que a Comissão realizou antes da atual Assembléia Geral da CNBB, já construíra (eu já estava na Comissão) uma pauta bem mais ampla de encaminhamentos para a “futura” Comissão. Vou ter que escolher nova Assessoria. Enfim, teremos muito trabalho para ajudar na construção de um país mais justo, fraterno, solidário e de Vida Plena para todos e todas e para o Planeta.

Rezem por mim e a nova Comissão para que tenhamos a luz, sabedoria e o Amor de Deus, tão necessários e indispensáveis para esta missão que os bispos, ou, a Igreja no Brasil me confia a coordenar nos próximos 4 anos”.

Deus abençoe a todos e todas.

 

Dom Guilherme foi eleito presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para o Serviço da Justiça, da Caridade e da Paz
Veja a seguir a carta escrita por Dom Guilherme falando de sua eleição: Ontem, dia 11, na parte da tarde, fui eleito como presidente da Comissão Episcopal de Pastoral para o Serviço da Justiça, da Caridade e da Paz. É a maior das 12 Compissões Episcopais de Pastoral. Temos, ao todo, 6 bispos na Comissão. Os 5 que comigo compoem a Comissão deverão ser indicados por mim e aprovados pelo Conselho Permanente.
São ao todo 22 pastorais sociais e seus desdobramentos que fazem parte de nosso trabalho. Pretendo fazer uma gestaão e trabalho com o método participativo.
Temos que dar uma atenção especial às questões indígenas, afros, meio ambiente, solo urbano e suas graves consequencias, escraviões tanto as tradicionais da terra quanto das drogas, além de tudo que já está sendo feito há tanto tempo por todas as pastorais sociais.
Também foi aprovada, em Assembleia e por unanimidade a necessidade de uma 5ª Semana Social Brasileira.
Na última reunião que a a Comissão realizou antes da atual Assembléia Geral da CNBB, já construimos (eu já estava na Comissão) uma pauta bem mais ampla de encaminhamentos para a “futura” Comissão. Vou ter que escolher nova Assessoria. Enfim, teremos muito trabalho para ajudar na construção de um país mais justo, fraterno, solidário e de Vida Plena para todos e todas e para o Planeta.Rezem por mim e a nova Comissão para que tenhamos a luz, sabedoria e o Amor de Deus, tão necessários e indispensáveis vpara esta missão que os bispos, ou, a Igreja no Brasil me confia a coordenar nos próximos 4 anos. 

Deus abençoe a todos e todas.

+ Guilherme