Corpos que se vão…

Caminhando pelos cantos da cidade, vejo diversas pessoas perambulando, outras trabalhando, algumas entre risos se divertem, enquanto, a algumas quadras, um corpo estendido. Dentro do caixão, sozinho, o corpo se despede de todos os familiares, amigos e do cachorro, pequeno cãozinho que lhe fizera companhia por durante anos.

Olhos fechados, semblante triste, próprio dos corpos que se vão sem querer… pois, talvez, sei lá eu, gostariam de ficar. A vida e a morte parecem duas inimigas, mas não sei se são tão inimigas assim. Aliás, os amigos costumam ser generosos, se doam, cedem um ao outro aquilo de que dispõem, numa complementação sem igual. Amigos de verdade são assim.

A morte, e nisso acredito, é uma continuação da vida, por isso, não consigo compreender o que as torna tão estranhas. Gosto de ler os textos bíblicos que falam sobre a morte, principalmente aqueles do Novo Testamento em que Jesus se apresenta como o grão. O grão, segundo Ele, precisa passar pela morte se quiser viver. Continue lendo