3
julho

Sobre o Tempo Comum

Tempo ComumOlá…  que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo e o amor do Pai, estejam contigo!

Neste artigo, conversaremos brevemente sobre o Ano Litúrgico, de modo particular acerca do Tempo Comum. Bem, no decorrer do Ano Litúrgico, existem uma variedade de facetas e um dinamismo ritual-celebrativo muito abrangente. Ao longo do mesmo a Igreja celebra o mistério da Encarnação do Verbo, sua história no meio da humanidade; celebra além da Encarnação do Verbo, sua Paixão, Morte e Ressurreição.

“O Ano Litúrgico compreende dois tempos fortes: o Ciclo Pascal, tendo como centro o Tríduo Pascal, a Quaresma como preparação e o Tempo Pascal como prolongamento até a festa do Batismo do Senhor. Além destes dois, temos o Tempo Comum” (Diretório da Liturgia e organização da Igreja no Brasil).

Primeiramente é bom esclarecer o seguinte, que há uma diversidade de calendários nas mais diversas culturas, sendo que as religiões e os estados civis,  possuem modos de se compreensão do tempo distintos entre si.

Diferentemente do calendário civil, que tem o tempo como cenário de produção, trabalho e existência, no qual o homem atua, cria e faz história – o calendário litúrgico mostra-nos uma co-relação muito forte e bela entre Deus e o ser humano. Isto é, neste, o homem não caminha sozinho, mas sob o prisma da presença de seu Criador e Salvador. Deus se encarna em nossa história, entra em nosso cotidiano e se reveste de humanidade. Não só faz caminho conosco, como também Ele é em si, o Caminho.

No calendário civil, o homem peregrina em busca da verdade enquanto resposta para as suas necessidades temporais e humanas. Por outro lado, o Tempo litúrgico nos apresenta não uma verdade enquanto conceito abstrato, mas o próprio Deus, que é a segunda pessoa da Trindade, Jesus Cristo.

O Tempo Comum é esse espaço temporal no qual desenrola-se o mistério da Salvação, O Emanuel, Deus conosco, vem ao nosso encontro para nos ficar conosco, morar em nossa terra, se faz homem e assume as nossas dores, se assenta com os pobres, marginalizados e excluídos, nos ensina a partilhar o pão, cura as nossas feridas e nos resgata para a vida. Neste tempo, celebramos a vida de Jesus, que passa em nossa vida fazendo-nos o bem.

Em síntese, a Igreja, faz a seguinte definição: “O Tempo Comum começa na segunda-feira que segue o domingo depois da Epifania e se prolonga até a terça-feira da Quaresma; recomeça então com a segunda-feira depois de Pentecostes para terminar antes das primeiras Vésperas do I domingo do Advento” (NGC 44).

No decorrer deste tempo, nós, enquanto assembléia reunida, celebramos, dominicalmente, a festa da Páscoa, que é a passagem redentora de Deus em nosso meio. Atualizamos em cada Celebração Eucarística, os mistérios da redenção: Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. “Semanalmente, no dia a que deu o nome de domingo, a Igreja faz a memória da Paixão, celebrando a Páscoa, a maior das solenidades”(cf.: Introdução ao Missal Romano).

Na vida de Jesus, há diversas facetas que são rica e liturgicamente recordadas e solenemente celebradas no decorrer do Ano – são as seguintes solenidades: Santíssima Trindade (Deus que se dá a conhecer aos homens); Solenidade de Corpus Christi (Corpo e Sangue de Cristo, recordação da última Ceia do Senhor – Cristo que se entrega a nós, nas espécies do Pão e do Vinho) e Sagrado Coração de Jesus. Além das Solenidades do Senhor, temos ainda a celebração dos mistérios de Cristo na vida de Nossa Senhora e dos santos e santas de Deus.

Destarte, Deus e o homem caminham pari-passus, o tempo e o eterno se encontram e a vida humana se diviniza… a salvação acontece de modo belo e litúrgico através dos sacramentos e símbolos dentro do Ano Litúrgico.

Portanto, que neste tempo oportuno de vivência da nossa fé, onde quer que estejamos, possamos conhecer mais profundamente o nosso Senhor Jesus Cristo, e por Ele, com Ele e n`Ele encontremo-nos com o Pai, nosso Criador. Que neste tempo comum, especialmente, o Espírito do Senhor esteja conosco para conduzir e iluminar a nossa vida na construção de um mundo novo e, que Jesus, por intercessão da Mãe de Deus e nossa, Senhora Aparecida, seja o nosso caminho, verdade e vida, nos revelando o rosto amoroso do Pai. Que Deus lhe abençoe!!!

Pe. Ivanilton, msj

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julho

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